Putaqueopariu, querido blog, olê olê oláááa, tá acabando esse infernoooo! Só mais uma semaninha e eu ganharei a carta de alforria, lalalaaaaaaa!!!!

Demorou mais chegou, eu não via a hora, pelamordedeos, mas no fim vou acabar sentindo falta daquelas meninas loucas que sempre ajudaram o tempo a passar mais rápido. Tenho que concordar que eu não aguento mais explicar o Power Plate nem ouvir que a parede é feita de côco, mas a galËre escrava é bacana. É bacana também ficar com preguiça de explicar o tal aparelho da Madonna, ver o povo subir do jeito errado no bagulho e começar a se chacoalhar inteiro com coceira no ouvido. E quando a ansiedade-siricutico de vontade de ir embora começa a atacar, faço meia hora de esteira.

Além das crises dentro do jóquei, têm as bizarrices fora de lá. No momento o cobrador tenta me fazer virar a "colega-do-cobrador-de-ônibus" só porque pego quase sempre o mesmo todo dia. Além de não querer virar "colega" de ninguém, o fdp começou dizendo que meu cabelo estava diferente. Pois é, cortei e tomei chuva. Eu já sei que tô parecendo um leão, seu infeliz!!! Mas respirei fundo e fiz "cara de risole", como diz a Amanda.

Ainda querem que eu faça Stand Up Comedy. Vivem me incentivando a colocar silicone. Falo mais besteira do que deveria. Levamos bronca porque falamos mais besteiras do que deveríamos, mas a bronca não conta porque quem dá a bronca mal aprendeu a usar o pipi. Fazemos tráfico interno de comida. Meus conselhos e minhas experiências malucas têm servido para ajudar as "colegas" da pseudo firma. E no fim, o que resta é rir mesmo, pois ficou claro que cada um carrega sua dor do jeito que dá e rir de tudo virou um direito mais do que merecido.

LuvU nos peito



Escrito por LuPaiva às 12h09
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Querido blog,

com a sorte que tenho ganhei outra segunda de folga pois o evento de segunda da semana passada foi um quase-fiasco. Assim me dei o direito de acordar meio dia com muito prazer.

Com relação ao trabalho entrei na fase da aceitação e reação apenas por inércia. Tiro o canal do HD e fico vendo filme. Já assisti Beowulf, Valente, Vivendo e aprendendo, Um amor de tesouro (péssimo). Batman The Knight Rider e Madagascar vão passar logo mais. Vou levando e amando Telecine que me salva nesses momentos de ansiedade extrema.

Fora isso, a galerinha tem me feito rir horrores. Parte ótima inclusive.

As pessoas continuam sendo bizarras, não tem jeito. O ápice da semana passada foi um casal que "arrasou". A bonita com um cabelo loiro branco a la espiga-de-milho-depois-da-seca enfeitado com uma tiara preta de lacinho meio Branca de Neve, jaquetinha de couro, legging, um vestidinho justo vermelho gritante (pra não dizer vermelho-puta) que expunha uma bunda não tão em forma assim, tudo isso arrematado com unkle boots com os saltos moles, então ela andava e o salto envergava pra dentro. Já o namorado da mocinha se jogou numa camiseta verde, jaqueta roxa com aparência de cetim, calça jeans 15 números maior, tênis preto de verniz, Rolex dourado e um colar também dourado com a parte que pendura no pescoço toda torcida cheia de strass que tinha uns 2 centímetros de diâmetro. Fora o pingente que era um microfone gigantesco também dourado e também cheio de strass. Minutos depois descubro que o cidadão é um suposto rapper. Se alguém puder me ajudar a saber quem é, agradeço. 

Essa semana tivemos duas Penélopes Charmosas. Uma delas tinhas uns 60 anos. Cabelo loiro comprido, boina rosa, bolsa rosa e cachecol rosa com lantejoula. A outra se enfiou num vestido cinza de lã, com meia calça grossa também cinza. Para completar blusa justa, cachecol e bota de vinil de cano alto, salto e bico finos ROSA FLUORESCENTE. Tudo rosa fluorescente. Jurei que era uma pegadinha e sai para procurar câmeras. Não achei câmera porra nenhuma e acabei perdendo a esperança no mundo.

Esse povo todo tem a coragem, CORAAAAGEM e a cara-de-pau de fingir que você é lixo, acham bonito ser arrogantes e mau educados. Eu, pelo menos, sou pobre mas não uso fantasia como se fosse roupa normal.

A conclusão que eu tirei nesse um mês de evento constante é que as pessoas te olham e te tratam como se não fizessem cocô como todo mundo ou que se fazem cocô, é em forma de flor. Perdoe a rapidez da conclusão, mas não consegui pensar em mais nada, é tudo muito..... raso.

 

Um "chêro"



Escrito por LuPaiva às 15h01
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Querido blog,

a semana passada foi agitadinha com muita escravidão mas também com a parte boa merecida que foi passar o fds todo com o menino dos olhos pequenininhos.

Ontem dia OFF com direito de acordar à 1 da tarde para hoje encarar a labuta que começa, sem segunda de folga semana que vem. Triste isso.

E sim, coisas estranhas aconteceram e dessa vez quase, mas quase mesmo, cometi um triplo homicídio doloso. Os dois primeiros foram com a mãe e com a filha. Fiquei sem saber quem era mais arrogante e infantil. As malas quiseram testar todos os aparelhos da academia em todas as posições possíveis. Como o espaço estava na lotação máxima, elas causando lá dentro, brigando para ver quem se divertia mais não foi muito conveniente, e quando a fdp da mãe quis dar uma descansada enquanto a fdp da filha colocava a inclinação da esteira no máximo e no mínimo milhões de vezes seguidas, ela simplesmente se jogou na espreguiçadeira como se estivesse na Praia Grande. E ficava gritando com aquele sotaque carioca desgraçado "VaaaamoX amoRRR, vamoX GiseeeeeleAAAM". A sorte delas é que os personais estavam presentes aquele dia, então fui alvo de pouca coisa mas acredite, eles sofreram e queriam enforcar as duas.

Enquanto eles corriam atrás das duas insuportáveis eu fugia de um velho asqueroso pelancudo tomador de Viagra. Eis o "quase" terceiro homicídio. Algo estranho atacou meu olho e fui até o espelho ver o que era, quando me desvirei o nojento estava com a cara a 10 centímetros de mim "Nossa, como vc é linda, que cabelo é esse?". Respondi que tinha lavado e saído de casa, por isso estava parecendo a versão leonina master da Gal Costa. Ao invés de rir e sair de fininho ele grudou mais e perguntou se eu "trabalhava com decoração" já sabendo a resposta porque ele queria que eu respondesse justamente que não, que só fazia evento. No fim da conversa o desgraçado já estava perguntando sutilmente se..... eu fazia programa e se estaria livre em agosto. Ele não se intimidou com minha cara de demônio nem com minha falta de flexibilidade e já avisou que vai aparecer outro dia para que possamos "conversar melhor".

Eu juro que dessa vez, os chefes que me perdoem, terei zero de educação. E se por acaso eu sumir e alguém comentar que fui presa, você já sabe o motivo.

 



Escrito por LuPaiva às 12h18
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Querido blog,

mais uma segunda em casa para o sossego da minha alma. Além disso, digamos que o domingão gelado foi uma coisa até que agradável. Provavelmente estou entrando na fase de aceitação, coitada.
O espaço lá no jóquei bombou tanto que chegou a não caber gente lá dentro mas não aconteceu nenhuma pérola exageradamente bizarra, o que é raro, só as meninas que trabalham comigo que me mandaram fazer Stand Up Comedy. Sem perguntas...rs 

Numa das minhas milésimas explicações, um cidadão pára do meu lado, pergunta do aparelho, eu explico, termino de explicar e ele continua parado do meu lado tentando, inclusive, puxar papo. É bom falar de coisas diferentes, cansa falar só de vaso, parede e aparelho de Madonna. Eis que o cidadão pede meu telefone, fala que é de uma agência que produz evento, que gostou de como trabalho (tava me vigiando, engraçadinho), que percebeu que tenho experiência e que vai me chamar para trabalhar com ele quando tiver oportunidade. Mulher paulista desconfiada que sou, com a certeza que deve ter um monte de "Maluco do Parque" dando rolê por ai, fiquei com um pé atrás. Bobeira minha, ele me deu até o site da agência que é beeeem bacana. Network, bee, network.

Oito e meia em ponto, espaço fechado, luzes apagadas e eu longe dali. Hora de rebolar horrores no Capital.

Pausa dramática.

CARALEOOOO! Parece que de domingo começou a rolar a tal de Epidemic no Capital, com direito a mesas off para abrir espaço de pista, Djs diferentes e afins. Surgiu uma loira toda patricinha no salto e na chapinha tocando, o que já me deixou bege pois adoro quebra de paradigmas, quando veio um rapaz, todo camiseta, boné e estilo de jogador de basquete para acompanhá-la com...... SAX!!! Ai foi emoção demais. Perdi a noção do que estava acontecendo em volta, só conseguia olhar para os dois. Overdose de arrepios, overdose de lembranças boas enquanto a loira DJ e o saxofonista mandavam ver nas músicas que têm feito parte das minhas peripécias pelo menos nos últimos 2 anos e pouco, lembrei de todas as vezes que me senti bem daquele jeito. Me senti melhor ainda por estar na companhia de pessoas agradáveis, da amiga ruiva e do menino dos olhos pequenininhos. Lembrei de ter pensado nessa coisa louca de sensação boa outras poucas vezes em que por um motivo qualquer, eu me desliguei, entrei em alfa por alguns momentos e percebi que estava extremamente feliz, sem saber explicar direito o porquê.

Nada tem sido fácil para mim mas parece que está tudo voltado para o lugar. Fazia tempo que eu não ficava tão em paz. Amiga ruiva, menino dos olhos pequenininhos e algumas outras raras pessoas incríveis que existem nesse mundo, obrigada. Parte disso é culpa de vocês.

Um bj



Escrito por LuPaiva às 13h35
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Querido blog,

eu não aguentoooo, não aguentoooo, chama a Nasaaaaaaaaa!! Tenho oscilado entre saco cheio, necessidade e culpa. Não aguento mais, ainda mais agora que descobri que TODOS os cachês são maiores que o meu, outros tão maiores que chegam a ser o triplo. Quero largar tudo, mas minha consciência cobra cada centavo. Sacanagem isso, dona de agência mercenária.

Fora isso, as coisas bizarras me fazem repensar se não seria interessante um ataque nuclear repentino bem em cima do jóquei. A arquiteta dona do espaço anda causando de leve. Da última vez disse que ia viajar e que não apareceria por lá de noite. Arrã, quem surge do nada? Claro que foi para me pegar no pulo dando cambalhota no meio da academia, só pode ser, mas ela se ferrou. Por uma luz, lá estava eu quieta, paradinha, estátua bem onde devo ficar sempre: na porta passando frio. Adoro sofrer. Minutos antes eu tava imitando a beecha assistente dela dançando depois de ter emendado um traveco batendo cabelo bem no meio do jardim. Bom humor mantém minha mente sã e o povo slave que sofre comigo rola de rir.

E para a lista de pérolas, essa vai para a parte das frases extremamente idiotas:

-Moça, isso aqui na parede é madeira ou côco?

-Madeira Teka.

-Teka? Perguntou o tiozinho com cara de que nunca tinha ouvido falar nessa coisa.

-É, uma madeira resistente tanto para externa quanto inter.......

-Eu sei, eu sei, eu tenho barco.

Ãh? Gente louca, jesus!!!

Vou me giletar inteira de tanto ódio.



Escrito por LuPaiva às 11h49
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Querido blog,

estou passada com a falta de noção das pessoas. Não quer sejam atitudes maldosas, mas me dá a impressão de uma leve falta de cérebro.

Continuo congelando no evento, continuo querendo fugir, comendo escondido, sentando quando ninguém vê e coisas do tipo. O espaço é como se fosse uma academia, têm uns aparelhos diferentes e incomuns que TODO MUNDO quer testar. Alguns vão sem medo, outros ficam com vergonhazinha da falta de classe e ficam morrendo de vontade.

Numa dessas, eis que aparece um grupo cheio de simpatia para dar e um deles quis testar o tal Power Plate da Madonna, o aparelho que faz vibrar até seu último pêlo. Ele subiu no barato, quis sentir todas as vibrações (opção dele, vai saber), achou o máximo, achou minha explicação o máximo, perguntou todos os detalhes, os mesmos malditos detalhes que repito 50 vezes por dia que, já que repito tanto, falo até de trás pra frente. Logo em seguida leu nome no crachá cor de couve e mandou a gentileza cheio de sorrisos:

-Obrigado, Lucimara, vou até a empresa porque quero ver todos os modelos, aproveito e falo seu nome e que você me deu várias dicas, assim você ganha uma comissãozinha.

Ãh? Queridinho, quem disse que eu sou vendedora? Sou um enfeite falante apenas, seu nó cego. Quer fazer boa ação? Manda os chefes aumentarem meu cachê.

Fiquei sem reação, depois de alguns minutos comecei a rir, não consegui pensar mais nada. Mais uma uma vez de todas as outras milhares de vezes. Sai andando meio sem rumo e fui comer meu pão integral com geléia. Bem mais interessante.

Bicocas



Escrito por LuPaiva às 13h29
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Querido blog,

segunda-feira "congelantedusinferno" e uma folgazinha básica para a recuperação do corpo que não tem mais idade para aguentar a escravidão e da mente que não mais tem paciência para aguentar frescurite aguda.

E nessas vou vivendo, entre baldeações mil e caras de fuinha azeda. Fiquei feliz, tadinha, porque ontem, domingão chuvoso, trabalhei apenas até às 8 da noite. O chefe mandou e eu fiz: fechei o espaço às 8 em ponto, nem um segundo a mais. Assim que as luzes se apagaram, um ilustre convidado resolveu dar um chilique no jardim só porque os slaves (eu) estavam indo embora, tendo que encarar ponto de ônibus com muito saco cheio e frio para chegar até em casa, enquanto ele, coitado, que não tem mais o que fazer e que estava com o carro no estacionamento, queria ver as coisinhas até sabe-se lá que hora. Beecha truqueira FDP, porque não chegou mais cedo? Foda-se que você pagou, um "beijo e não me liga". Está com síndrome do "você não sabe quem eu sou, vou reclamar e vou acabar com tua vida"? Prazer eu sou a Lu, moro em Pirituba. Eu fico, se você quiser, mas você sobe o morro e me deixa em casa? Não? Então enfia o ingresso no teu ass. Ele não tem que saber que eu consegui caroninha (hihihi), mas ele também não sabe o que é encarar a rua do jóckei para vir embora sUzinha.

Fora essa pequena desavença do dia que foi ignorada, não aguento mais gritar "Bem vindo ao espaço da Fulana X". É, gritar, porque a porra do som fica quase no último volume e para as pessoas me ouvirem tenho que gritar. Me ignoram se eu falo baixo, me ignoram se eu falo alto. A Fulana X realmente acha que isso vai fazer a galera decorar o nome dela e pedir pelamordedeos para que ela faça um projeto suuuuper de arquitetura. Fofa, a publicitária aqui sou eu, estou aqui devido uma pequena crise mundial, você é arquiteta, então não encha mais a porra do meu saco (tenho que segurar minha língua senão falo isso sem perceber na cara de alguém). Não, as pessoas não gostam dessa decoreba ridícula, eu também não. Então ignoro a frase pronta quando ninguém está olhando.

E vou vivendo.

Bicoca e boa sorte para mim. Vou precisar.



Escrito por LuPaiva às 19h49
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Querido blog,

estou conseguindo sublimar qualquer dor, que como é constante, já faz parte de mim. Ainda não cheguei na fase de sentir prazer em sofrer, mas já que não posso lutar contra....

Hj terei que ser breve, mas é o suficiente para contar as bizarrices do momento. Fora o Power PLate que tem me ajudado a ficar de pé por horas e a bola de Pilates servir de cadeira quando ninguém vê, a noite de ontem me rendeu 2 saldos (ou ônus). Achei maria-fedida, essas malditas que me perseguem em qualquer lugar do mundo e que me causam fobia extrema e meu celular que resolveu dar um mergulho na privada. Passou pela minha cabeça abandoná-lo mas e meu chiiiip, e meu chiiiiiiip? Pois é, nem imaginem a situação.

Nem ligo de saber que qto mais cedo saio de casa mais tarde chego no jóquei. Lá tem alguns quartos. Estou pensando em nem voltar mais para casa.

 



Escrito por LuPaiva às 11h09
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Querido blog,

ontem a noite foi longa. As 6 horas de pé foram piores que tortura chinesa. Mas felizmente, graçasaosenhorbomdeOs, foi tranquilo. Menos tumulto e deu pra ver bem, que nesse mundo cruel de extremos, as pessoas podem ser extremamente simpáticas ou completamente imbecis, sem meio termo.

Têm as partes engraçadas também. É bizarro ver pessoas ricas se mostrando exageradamente e logo em seguida perdendo a pose do sapato de jacaré quando tentam usar algum aparelho esquisito da academia, e outras querendo parecer ricas usando a roupa da filha de 11 anos, mesmo que tenha 55. Sério, ontem fiquei passada. A tiazinha se enfiou em um vestido lilás, com 10 centímetros de saia rodada, todo transparente.

Além da pose tem a inteligência "acima da média". Quem disse que só porque o evento é supostamente criativo, TUDO tem que ser arte? Isso acontece em eventos repletos de pseudo intelectuais (com ou sem hífen?) e garanto, tenho dado risada horrores. Uma parte do teto do espaço é aberta, coberta só com vidro para a iluminação natural. É um quadrado na horizontal, então se chove a água não escorre totalmente e quando pára de chover e seca, a poeira fica grudada. "Moça, que interessante, que material é esse?". "Sujeira". Eis que a pose se esvai em um sorriso amarelo e bochechas vermelhas de vergonha. Meu lado demônio sádico agradece.

Já que não posso com isso tudo, me jogo e aguento a dor nas costas.

 



Escrito por LuPaiva às 12h51
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Querido blog,

meOdeOs, mesmo que eu queira ir para o inferno, depois dessa vou para o céO direto.

Ontem eu nem pensei. Deu vontade de fazer xixi? Tchau, já volto. Sede? Dá a garrafa ai. Tentei escapar da H2O de maracujá, que eu odeio, mas não teve jeito. O que me salvou foi a garrafa de água que deixei na minha mochila, que dessa vez não ficou perdida em um armário, no meio do mato, no que eles chamam de "bastidor". Guardei no "bastidor" do espaço em que fico.

Depois de 4 horinhas de pé, meu corpo latejava do pescoço pra baixo. Tudo isso porque foram apenas 4 horas, pois a partir de hoje serão 6. Além disso, resolvi voltar sem carona dessa vez, literalmente fiz um cooper para conseguir chegar no trem a tempo de pegar o último que passa por volta da meia noite. Mas não dá, além de ser sinistro, se eu perder um minuto não chego em casa. E o que mais facilitou minha corrida foi o tal corpo que não estava aguentando ficar de pé e a minha hérnia de disco que cada dia me domina mais. Consegue me imaginar mancando tentando correr pela Augusta?  E o medo? Afe maria, meu lado mulherzinha florece. A rua do jóquei é deserta, o trem é praticamente vazio, a rua do trem até o terminal de ônibus parece rua de filme de terror. Mãe? Usei uma blusa de jiu jitsu com capuz para me esconder e fingir que eu era menininho, mas não adiantou muito. Menininhos não usam legging com bota.

Quando consegui parar pra pensar, me toquei que encarei 12 baldeações, ida e volta. DOZE!!!

Então eu penso, ajoelhar no milho é tranquilo. Alguém tem dúvida?



Escrito por LuPaiva às 12h44
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Querido blog,

assumo que tenho sido um tanto relapsa e que minha falta de atenção tem durado meses. Mas é que foi tanta emoção, não necessariamente boa, que as idéias ficaram nubladas. Tenho ódio de mim por causa disso. Foi uma mistura de troca de emprego, propostas bizarras e mentirosas, falta de emprego logo em seguida, crises existenciais, financeiras e de perspectiva que escrever ficou em milésimo plano. Ai que dó.

E nessas de cobrança cobrança cobrança, a gente acaba dando tiro para tudo quanto é lado.

A primeira tentativa de uso de imagem foi um comercial da TIM. Figuração para um filme que já está passando na televisão. Trabalhei 12 horas em pleno domingo, 7 horas foram de pura espera por falta de organização. No fim, demoraram para pagar o mísero cachê e quando pagaram, o ex-namorado, que era resposável pelo casting, resolveu me pagar menos da metade e ainda está com desculpinhas para não me pagar o resto.

Em seguida, inventei de voltar à vida de evento, porque já que ninguém quer minha mente, uso o corpo, e não tô falando de virar garota de programa, porque elas trabalham menos e ganham mais.

Não vou citar nomes, mas estou tendo que encarar um eventozinho de arquitetura e decoração no jóquei. Na minha primeira ida até lá, quando me mandaram para o portão de entrada errado, as "meninas" me olharam feio do outro lado da rua, recebi buzinadas e carros pararam achando que eu estava no batente. No primeiro dia de evento, eu achando que tinha decidido trabalhar de "enfeite de stand", virei operária braçal. Minha hérnia de disco deu sinal de vida, estou aqui que não consigo andar. O banheiro que a gente tinha que usar escondido era um depósito de bebidas. Em dado momento, ouvi meninas conversando e descobri que o cachê delas é só o sobro do meu. Carreguei peso e mais peso e nada de água, banheiro ou comida. Quero acreditar que aquela loucura toda foi só uma cena para a imprensa e que hoje será o último dia de trabalho escravo. Sorte que eu levei uma maçã para comer antes de ir para meu espaço, senão teria desmaiado em cima da esteira. Tudo isso depois de ter encarado lotação, trem, baldeação para o metrô na Barra Funda, baldeação na Sé, baldeação no Paraíso e um ônibus da Augusta para chegar até o jóquei. Sorte que o sábado compensou, mas estou muito afim de largar isso antes que eu ganhe uma úlcera.

Se eu não morrer até 14 de julho ou não sumir de lá antes, vou contando aqui as peripécias regadas à Prosecco. Não, não posso beber Prosecco, só os expositores podem, eu não posso sair para beber água, lembra?



Escrito por LuPaiva às 14h31
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Hasta la vista, Luiz

Textinho escrito para um amigo que era constante na minha vida desde a época da faculdade, que depois virou trabalho e hoooras de insanidade numa dessas agências do mundo. Ele era minha versão masculina e com moicano. Ai um dia ele mudou de emprego, eu mudei de emprego e a agência fechou....coisas da vida. Mas gosto dessa carta, pq foi uma carta, que poderia muito bem ser um texto. Letras simpáticas.

    No restaurante, enquanto me entupia de frango e compartilhava da sua cara de nojo por causa da Leila, lembrei de uma coisa. Essa será a primeira vez que ficarei ,de certa forma, "longe de você".  A sensação foi estranha e você sabe bem como deve ter sido, afinal ninguém melhor do que você para falar das minhas oscilações de humor, com as quais nunca soube lidar. E depois de todos esses anos ainda não sei. Tudo vem em avalanche, é um exagero desgraçado, mas não é por causa disso que é menos sincero.

     Você vai embora. Quando brinquei que estou feliz e triste ao mesmo tempo, não era tão brincadeira assim. Sorte que você vai sair desse antro, sorte que você vai para um antro melhor e obrigada por ter me trazido para esse antro quando eu mais precisava. A milésima ajuda para a milésima vez que precisei.

     Obrigada por ter feito parte de situações decisivas da minha vida, obrigada por ter feito parte das situações mais bizarras, das experiências mais malucas que causariam inveja a qualquer pessoa hipócrita, das chuvas de "graniTo", das tequilas, dos dados mágicos, das baladas mico, de um TCC insano em que por um momento nos odiamos, de bebedeiras que não ouso contar para ninguém, obrigada por ter suportado meus chororôs e meus briefings capengas feitos com falta de paciência. Obrigada por ter sido meu amigo desde o primeiro dia de aula que você me viu saindo da sala e por agüentar esses meus textos melentos de lembranças longínquas, mas que foram fator decisivo para eu ser quem eu sou. Obrigada por provar que homens podem ser algo além de um pau preso num corpo machista. Obrigada por me ensinar a ser uma mulher melhor, por sempre acreditar em mim até nas horas em que eu parava de acreditar em qualquer coisa e por ter feito parte da minha história.

     Tudo bem, eu sei que você não vai morrer agora, nem vai passar 5 anos no Alasca. Está parecendo texto de epitáfio, mas eu precisaria te falar isso em algum momento e talvez o momento seja agora, o dia em que passei a ficar "longe" de você. E nem tem como eu negar que isso, dá uma tristeza estranha. Eu não admitiria que você fosse embora com apenas um abracinho sem graça ou com um “boa sorte” num email copiando a agência inteira, então lhe dou a única coisa que eu talvez saiba fazer direito: virar-me do avesso em letras, ô mente pervertida!  

     Concordo que você está a um telefonema de distância (clichê), mas é da rotina que vou sentir falta. Tua ausência será “tListe”. Quem vai me dar Bono agora?! Quem vai aliviar o peso do trabalho com o Santander? Sobrevivo, prometo, mas não vai ter a mesma graça.

     A parte feliz é saber que você estará feliz. As outras partes felizes é que eu posso te mandar para o inferno se você disser que eu te abandonei e que no dia em que eu começar a morrer de saudade posso fazer plantão na tua casa para te esperar com a desculpa de comer o tomate seco da sua avó. E se agora, bem agora eu tivesse que escolher uma trilha sonora para tentar não abrir o berreiro emocionado, certeza que eu escolheria Chemical Brothers. Valeu por isso também.

     Um aperto, fofura, e te vejo nessa droga de mundo que a gente ainda tem coragem de tentar mudar. 

18/04/2008



Escrito por LuPaiva às 14h02
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BRAIN UNDER CONSTRUCTION.



Escrito por LuPaiva às 10h43
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Ainda no quase

Uma pessoa cheia. Não com o estômago cheio de tanto comer ou de saco cheio, mas uma pessoa cheia. Cheia de uma "vontade de tudo", cheia de "aaaaaaaaahh", cheia de uma intensidade que nem eu mesma conseguia segurar. Eu sempre quis muito, fiz muito, tentei ser muito e foi ai que eu talvez tenha errado. Talvez eu tenha errado em querer ser cheia quando eu deveria ser pela metade. Errei me enchendo do que queriam que eu me enchesse e não cheia do que minha vontade queria eu fosse. Mesmo assim eu insistia em querer me encher do que estava na minha cabeça, eu não queria ser metade vazia.
 Continuei tentando me encher do que me fazia feliz pura e simplesmente, mas transbordou. E insistiram tanto que eu estava errada que essa minha vontade de querer, querer, querer, fazer, conhecer, saber, ouvir só terminou de esvaziar o meu resto, porque não tinha para quem despejar, eu não consegui comportar tudo sozinha e foi tudo pelo ralinho.
 Errei tentando encher os outros, tentando fazer com que acreditassem que eu estava despejando coisas boas sem perceber que já estavam cheios de suas próprias certezas. Mas em momento nenhum me perguntei se ser vazia ou cheia de nada, só porque era mais fácil, me completava.
 Está tudo vazio agora, porém, mesmo tenha acabado o restinho de mim, joguei fora o que não se misturava comigo. A vontade de me encher de novo foi o que sobrou no fundo. Ai quando chegar no gargalo outra vez, pode esperar, porque vou me esparramar e dane-se se alguém vai se entupir.
 



Escrito por LuPaiva às 21h57
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Colin

Mataram o bebê baleia porque ele estava se sentindo sozinho, porque ele estava com fome, porque ele se perdeu da mãe e achou que o barco fosse ela. Mataram o bebê porque um bicho desse tamanho come demais e já estava ficando fraco. Mas fiquem tranqüilos porque Colin morreu de forma humana e indolor, numa suposta eutanásia que virou mais uma notícia medíocre. Matar de forma humana, eutanásia? A opção de morrer não foi dele e dar nome para o bicho mais pareceu uma tentativa frustrada de retirar a culpa do cu de quem o matou. Ele só queria a mãe, não era caso de doença terminal, nem atentado terrorista, pelo o que eu sei.
Foram obrigados a matar, obrigados a tomar essa decisão terrível. A decisão foi difícil, gente. Tentar resolver o problema causando o menor gasto, a suposta menor dor na consciência e jogar a responsabilidade para os confins até que a história vire purpurina, tudo ao mesmo tempo, realmente é muito difícil. O bicho tentava mamar no barco. Vai que essa porra vira! Injeção letal na baleia é menos traumático do que um bando de “humanos” que poderiam morrer afogados. E quem cuidaria do bicho até que ele ficasse adulto? Estou compadecida.
Mas é bom saber que existe essa possibilidade rápida de resolver tudo e, como eles dizem, tão indolor que é como se você tivesse ido dormir.
Essa situação me deu várias idéias. Vou matar meus dois cachorros só porque um vai ter que tomar corticóide a vida inteira e vai acabar morrendo sentindo dor e a outra tem praticamente uma doença crônica no intestino e vive cagando sangue. Sou humana, pouparei o sofrimento deles, o gasto e a sujeira em casa.
Poderiam fazer a brincadeira da “salinha da câmara de gás” dentro de orfanato. Maneira rápida e indolor de resolver o problema de um bando de criança sem mãe. Além disso, eles comem demais. Limpeza pública.
Uma campanha de vacinação letal no Nordeste, na África e nos EUA resolveria o problema de “falta” de comida, água, excesso de banha e hambúrguer.
É uma boa, também, o patrocínio de chacina, campanha de desmatamento em barranco cheio de favela e distribuição de metralhadoras dentro de presídio. Se bem que a última sugestão não é uma má idéia completa. Mesmo assim seria uma solução para fome, solidão e gastos desnecessários. Não, a comparação pode parecer piada, mas não é absurda. Tanto faz, morte é morte. Não sei lidar com ela de maneira alguma, matar o bichinho é covardia.
Enfim, diferente da galera que tomou essa decisão tão dificilzinha, eu coloco gente e bicho no mesmo patamar. Muitas vezes os bichos ficam bem acima na escala “civilização” e tornam-se minha prioridade. Bichos não são inferiores a nada nem a ninguém.
Minha indignação está entalada na garganta e a única coisa que posso fazer é expor o que eu penso ou virar terrorista da Al Qaeda para cometer assassinato (de gente) em massa.
Se nada disso me acalmar e eu começar a me sentir sozinha, fiquem tranqüilos, eu me mato também. Conheço várias formas de suicídio sem sujeira, que não ocupa o tempo de ninguém. Eu mesma resolveria o problema de forma humana e indolor, porque além de ser deprimida, chiliquenta e só dar gasto para meus pais, eu como demais.



Escrito por LuPaiva às 12h05
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